quinta-feira, 1 de setembro de 2016

QUANTO MAIS CONHECIMENTO, MAIS TRISTEZA


         Existe um versículo em Eclesiastes 1:18 que diz:  o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza. 
Difícil entender porque o pregador afirmou isto, sendo o conhecimento tão libertador e necessário para que vivamos uma vida pautada na verdade. 
De fato, quanto mais sabemos, mais perguntas sem respostas temos; mais sede de respostas temos; mais incoerente ficam as coisas ao nosso redor, pois nem tudo na vida tem explicação. E isso provoca angústia. 
O conhecimento oprime, quando dependemos da racionalidade do saber. Quando não reconhecemos que existe o inexplicável e o misterioso, o vácuo da falta de respostas e da ausência de um motivo para isto ou aquilo ocorrer. Quando não reconhecemos que, antes de tudo, existe a soberana vontade de Deus, que pode ser tão inexplicável quanto surpreendente, acabamos nos tornando incrédulos, em vez de crentes.
Mas, existe ainda um outro lado desse saber que provoca tristeza. Aquilo que nos é revelado no espírito e que não conseguimos administrar socialmente com equilíbrio. Quando parecemos ser os únicos a deter aquele conhecimento e remamos contra a maré,  em meio à cegueira espiritual que afeta a maioria. Nos sentimos perdidos, sem saber se devemos compartilhar ou não do que nos foi revelado. 
Será que todos estarão preparados para saber? Ou será mais correto poupá-los desse conhecimento e deixá-los prosseguir em paz, praticando com sinceridade cada um a sua fé?
Quando a revelação é ameaçadora, temos vontade de nos esconder e  fugir. 
Isso me ocorreu quando eu comecei a entender alguns mistérios do apocalipse,  sobre o final dos tempos, a grande tribulação, a igreja perseguida, o ocultismo e a heresia nos altares das igrejas, o avanço das sociedades secretas na cúpula religiosa, a história por trás da história das cruzadas, o segredo dos templários, o grande ideal por trás da construção do terceiro templo. 
Quantas palavras sem nexo para quem desconhece. Mas todas elas caíram no meu colo um dia e a  dureza das revelações me deixaram  uma semana sem dormir. Quanto doía saber que o altar que eu mais amava havia sido corrompido. E que naquele lugar, eu não deveria mais estar.
A contradição estava em ter consciência de que,  apesar disso, ali mesmo, em um lugar corrompido, eu encontrei Deus em minha vida. Eu e milhões de outras pessoas fiéis e sinceras.
Alguns anos se passaram. Minha alma foi se acalmando. Mas, ainda choro sozinha.
Hoje sei que o humilde seguidor de Cristo dentro de sua igrejinha de bairro não corre nenhum risco ,  desde que seja deixado  na ignorância e jamais desconfie que pode estar sendo enganado.
 Afinal,  o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza,  já alertou o pregador.


Quem sabe, vive sob contínuo alerta. Solitariamente incompreendido, se protegendo de contaminar-se com as heresias, vigiando a Palavra, acautelando-se de ser enganado.
 Pessoas que reconhecem as igrejas do apocalipse. Para elas,  anticristo e besta não são como contos de fadas.  Elas sabem reconhecer os lobos devoradores em pele de cordeiros. Mas, também sabem que não cabe a elas desmascará-los. 
Não por covardia, e sim,  para poupar o trigo.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Células, discipulado ou congregação tradicional?

O sistema de células pode provocar dependência espiritual do discípulo em relação  ao seu discipulador?
 A estratégia é  levar os fiéis a estabelecerem um relacionamento de plena confiança, em que confidenciam ao seu discipulador as suas fraquezas, lutas, metas espirituais, sonhos, problemas e pecados. Enfim, toda a sua vida. 
O objetivo é  ser ajudado, aconselhado, orientado, preparado para enfrentar  problemas e vencê-lo. 
 O discipulador deverá orar pelo irmão discípulo e ajudá-lo, segundo a direção espiritual que lhe for dada por Deus. Já o discipulo, deverá seguir a  direção e obedecer. 
Mas, será que esta relação pode se tornar muito negativa, à  medida que o discípulo venha a depender das orações,  da fé  e da orientação específica de seu líder, em vez de usar a sua própria fé  e a sua liberdade de falar diretamente com Deus, levando a Ele suas questões?
Essa dependência pode ser aprisionadora?
Bem, à  medida que o discipulador  passa a controlar e exigir de seu discípulo uma postura de santidade e de fé,  assiduidade na igreja etc, muitos fieis podem se sentir constrangidos.
Ser discipulador pode mexer muito com o ego, afinal, exercerão domínio  sobre seus discípulos , tornando-se seus exemplos. Enquanto, na verdade, o exemplo é e sempre será CRISTO.
No final das contas, a igreja que segue esse sistema pode facilitar a exposição da vida de seus membros (embora a proposta seja manter absoluto segredo).
 Eu acredito numa igreja livre e independente. Somos livres, porque  JESUS nos libertou. O Espírito Santo é  quem nos ensina e Ele ora por nós  com gemidos inexprimiveis. A nossa comunhão  com Deus nos permite falar diretamente com o Pai. Ele nos dirige, nos inspira, nos ensina.
Oro para que  sejamos maduros o suficiente para buscarmos sozinhos nossas respostas em Deus.
Ele peleja por nós em todas as nossas lutas.  Não  precisamos nos apoiar em ninguém "superior" na fé.  Quem tem Jesus tem tudo!
Homens são falhos. Quantos ja caíram?
 Eu proseguirei, pois minha fé  NÃO está  apoiada em homens. Não  importa o status que tenham.
 Cristo é  o meu exemplo. Ele sim é  Perfeito e Santo.
Bem,  está é  a minha opinião.
Também tenho algo a dizer sobre o sistema de células nas igrejas. Receio que o objetivo seja quantidade e crescimento numérico (e conseqüentemente financeiro e não  almas).  Isso, na minha opinião é  cilada.  A congregação é  na igreja. A casa de cada um deve ser resguardada. Afinal ali está a sua vida e a sua família. Muitos familiares sequer compartilham da mesma fé e merecem respeito à sua privacidade. 
Eu sei que trata-se de um encontro com objetivos espirituais, ainda assim, eu me reservo ao direito de resguardar o lar exclusivamente para a familia. Os da fé tem a igreja ou lugares públicos para se reunir.
Também penso que ofertas devem ser apresentadas no altar e não  nos pequenos grupos e células. Uma prova incontestável de que o objetivo daquela célula é angariar mais recursos financeiros para a igreja é quando nela se pede oferta. Se o objetivo fosse unicamente alcançar novas pessoas com a Palavra e o amor de Deus, o trabalho seria diferenciado,  pois sabemos que a oferta é um dos grandes motivos que afastam pessoas das igrejas.
O ambiente propício para se falar de Jesus é  em toda parte e a qualquer momento;  porém nenhum encontro pode substituir o culto na igreja. Sendo assim, não concordo em estimular pessoas a preferir um encontro informal do que o culto.  Existem pessoas que não  vão  à  igreja, mas gostam das reuniões de célula, porque conversam mais informalmente, se unem a mais um grupo social, como num clube ou academia. Muitas vezes, a informalidade tira o foco espiritual. Esse é  um grande risco.
Se lanches são servidos, isso faz com que a célula seja ainda mais atrativa que a igreja. E isso é  uma cilada do diabo.
E ainda há um porém: esses lanches que são patrocinados pelos líderes de célula e pelo anfitrião, muitas vezes, se tornam muito onerosos. Isso pode constranger  quem se vê obrigado a fazer conforme o sistema impõem se a condição  financeira  não estiver tão  favorável para recepcionar. 
Imagine  dar conta do lanche semanalmente para um grupo de cerca de 12 a 15 pessoas?  A igreja (pastor) geralmente  não assume esse custo. Ainda que seja pedida oferta, a mesma  é  repassada integralmente à igreja e normalmente todo o gasto é do anfitrião e do líder da célula e de seu cônjuge.
Os Encontros com Deus são eventos que fazem parte deste sistema. São  caros. Membros da igreja são impelidos a patrocinar o ingresso de novas pessoas a  esses encontros. A igreja se disponibiliza em ajudar na cozinha e toda parte infraestrutural que envolve o evento. Mais uma vez, ações externas levam os membros a alterarem com sua rotina diária, seu trabalho e sua família para dedicarem-se aos interesses da administração da igreja, que, por sua vez, poupa gastos com infraestrutura, usando voluntários que por amor à Obra de Deus, se dispõe a isto.
 O que não  se leva em consideração é  que tudo o que será consumido será  pago, uma vez que os ingressos serão vendidos.
Quem paga para ir em um desses encontros muitas vezes se decepciona com a recepção.  Lugares sem luz, instalações desconfortáveis,  banhos frios,  restrição de comida, desorganização generalizada, abuso de autoridade, atividades que exigem desgaste físico e emocional, que mexem com o psicológico de qualquer um.
Existe uma fórmula seguida à risca, com atividades , músicas e repetições que levam pessoas (especialmente os jovens) a acreditarem  numa experiência que identificam como "tremenda".
Acho muita responsabilidade lidar com jovens. Não  sou a favor de afastá-los de seus lares por 3 dias e submetê-los muitas vezes a frio, comida racionada,  desgaste físico e vulnerabilidade emocional. E com que objetivo?  Simular um encontro com Deus? Mais uma vez reitero minha opinião de que a melhor casa para se buscar a Deus é a igreja. Ela deve estar com as suas portas abertas para receber com amor. Saindo dali, cada um responde por sua vida. Quem quer ter um encontro real com Deus, que O busque de todo o coração. Não  há  outro meio.
O sistema, o modelo ou a visão  (não  importa como se chame), na minha opinião é falho por todos esses motivos.
Realmente eu creio que muitas igrejas se tornaram empresas e alguns pastores anseiam se tornarem empresários ricos. 
Tudo envolve a troca. O povo também quer trocas. Quer bênçãos quando paga o dízimo. Quer ver a vida mudada quando encorajado a sacrificar dinheiro no altar.
E assim o mundo caminha para o fim.
Vem aí o que já  foi previsto no apocalipse. Poucos entendem o que o livro quer dizer.
Vem ai o anticristo. Talvez já  até  esteja entre nós. E as pessoas acreditam que serão  salvas porque estão numa igreja.
E são  vários  nomes de igrejas,que alguns defendem como times. São  apenas nomes; ou melhor CNPJs.
Igreja como a primitiva, a remanescente, é  formada por pessoas libertas de tabus e medos. Pessoas que pensam fora da "caixinha". Que não  precisam de guias e mestres. Pessoas que, como o apóstolo Paulo, saíram em campo para pregar sem precisar pedir permissão aos primeiros apóstolos. Pessoas libertas da lei,  das normas, cartilhas e modelos. Pessoas que entendem o que é  viver pela fé e na Graça.
Essa é  a igreja remacescente. Que Deus multiplique essa igreja nesses últimos tempos!




Dica importante pra vida!

CRISTÃO SEM IGREJA: SENTINDO-SE PERDIDO E DEPRIMIDO

Olá, irmãos! Sei que o título pode sugerir que esse sentimento de estar perdido e deprimido seria uma consequência de estar afastado de uma ...