quinta-feira, 1 de setembro de 2016

QUANTO MAIS CONHECIMENTO, MAIS TRISTEZA


         Existe um versículo em Eclesiastes 1:18 que diz:  o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza. 
Difícil entender porque o pregador afirmou isto, sendo o conhecimento tão libertador e necessário para que vivamos uma vida pautada na verdade. 
De fato, quanto mais sabemos, mais perguntas sem respostas temos; mais sede de respostas temos; mais incoerente ficam as coisas ao nosso redor, pois nem tudo na vida tem explicação. E isso provoca angústia. 
O conhecimento oprime, quando dependemos da racionalidade do saber. Quando não reconhecemos que existe o inexplicável e o misterioso, o vácuo da falta de respostas e da ausência de um motivo para isto ou aquilo ocorrer. Quando não reconhecemos que, antes de tudo, existe a soberana vontade de Deus, que pode ser tão inexplicável quanto surpreendente, acabamos nos tornando incrédulos, em vez de crentes.
Mas, existe ainda um outro lado desse saber que provoca tristeza. Aquilo que nos é revelado no espírito e que não conseguimos administrar socialmente com equilíbrio. Quando parecemos ser os únicos a deter aquele conhecimento e remamos contra a maré,  em meio à cegueira espiritual que afeta a maioria. Nos sentimos perdidos, sem saber se devemos compartilhar ou não do que nos foi revelado. 
Será que todos estarão preparados para saber? Ou será mais correto poupá-los desse conhecimento e deixá-los prosseguir em paz, praticando com sinceridade cada um a sua fé?
Quando a revelação é ameaçadora, temos vontade de nos esconder e  fugir. 
Isso me ocorreu quando eu comecei a entender alguns mistérios do apocalipse,  sobre o final dos tempos, a grande tribulação, a igreja perseguida, o ocultismo e a heresia nos altares das igrejas, o avanço das sociedades secretas na cúpula religiosa, a história por trás da história das cruzadas, o segredo dos templários, o grande ideal por trás da construção do terceiro templo. 
Quantas palavras sem nexo para quem desconhece. Mas todas elas caíram no meu colo um dia e a  dureza das revelações me deixaram  uma semana sem dormir. Quanto doía saber que o altar que eu mais amava havia sido corrompido. E que naquele lugar, eu não deveria mais estar.
A contradição estava em ter consciência de que,  apesar disso, ali mesmo, em um lugar corrompido, eu encontrei Deus em minha vida. Eu e milhões de outras pessoas fiéis e sinceras.
Alguns anos se passaram. Minha alma foi se acalmando. Mas, ainda choro sozinha.
Hoje sei que o humilde seguidor de Cristo dentro de sua igrejinha de bairro não corre nenhum risco ,  desde que seja deixado  na ignorância e jamais desconfie que pode estar sendo enganado.
 Afinal,  o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza,  já alertou o pregador.


Quem sabe, vive sob contínuo alerta. Solitariamente incompreendido, se protegendo de contaminar-se com as heresias, vigiando a Palavra, acautelando-se de ser enganado.
 Pessoas que reconhecem as igrejas do apocalipse. Para elas,  anticristo e besta não são como contos de fadas.  Elas sabem reconhecer os lobos devoradores em pele de cordeiros. Mas, também sabem que não cabe a elas desmascará-los. 
Não por covardia, e sim,  para poupar o trigo.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Células, discipulado ou congregação tradicional?

O sistema de células pode provocar dependência espiritual do discípulo em relação  ao seu discipulador?
 A estratégia é  levar os fiéis a estabelecerem um relacionamento de plena confiança, em que confidenciam ao seu discipulador as suas fraquezas, lutas, metas espirituais, sonhos, problemas e pecados. Enfim, toda a sua vida. 
O objetivo é  ser ajudado, aconselhado, orientado, preparado para enfrentar  problemas e vencê-lo. 
 O discipulador deverá orar pelo irmão discípulo e ajudá-lo, segundo a direção espiritual que lhe for dada por Deus. Já o discipulo, deverá seguir a  direção e obedecer. 
Mas, será que esta relação pode se tornar muito negativa, à  medida que o discípulo venha a depender das orações,  da fé  e da orientação específica de seu líder, em vez de usar a sua própria fé  e a sua liberdade de falar diretamente com Deus, levando a Ele suas questões?
Essa dependência pode ser aprisionadora?
Bem, à  medida que o discipulador  passa a controlar e exigir de seu discípulo uma postura de santidade e de fé,  assiduidade na igreja etc, muitos fieis podem se sentir constrangidos.
Ser discipulador pode mexer muito com o ego, afinal, exercerão domínio  sobre seus discípulos , tornando-se seus exemplos. Enquanto, na verdade, o exemplo é e sempre será CRISTO.
No final das contas, a igreja que segue esse sistema pode facilitar a exposição da vida de seus membros (embora a proposta seja manter absoluto segredo).
 Eu acredito numa igreja livre e independente. Somos livres, porque  JESUS nos libertou. O Espírito Santo é  quem nos ensina e Ele ora por nós  com gemidos inexprimiveis. A nossa comunhão  com Deus nos permite falar diretamente com o Pai. Ele nos dirige, nos inspira, nos ensina.
Oro para que  sejamos maduros o suficiente para buscarmos sozinhos nossas respostas em Deus.
Ele peleja por nós em todas as nossas lutas.  Não  precisamos nos apoiar em ninguém "superior" na fé.  Quem tem Jesus tem tudo!
Homens são falhos. Quantos ja caíram?
 Eu proseguirei, pois minha fé  NÃO está  apoiada em homens. Não  importa o status que tenham.
 Cristo é  o meu exemplo. Ele sim é  Perfeito e Santo.
Bem,  está é  a minha opinião.
Também tenho algo a dizer sobre o sistema de células nas igrejas. Receio que o objetivo seja quantidade e crescimento numérico (e conseqüentemente financeiro e não  almas).  Isso, na minha opinião é  cilada.  A congregação é  na igreja. A casa de cada um deve ser resguardada. Afinal ali está a sua vida e a sua família. Muitos familiares sequer compartilham da mesma fé e merecem respeito à sua privacidade. 
Eu sei que trata-se de um encontro com objetivos espirituais, ainda assim, eu me reservo ao direito de resguardar o lar exclusivamente para a familia. Os da fé tem a igreja ou lugares públicos para se reunir.
Também penso que ofertas devem ser apresentadas no altar e não  nos pequenos grupos e células. Uma prova incontestável de que o objetivo daquela célula é angariar mais recursos financeiros para a igreja é quando nela se pede oferta. Se o objetivo fosse unicamente alcançar novas pessoas com a Palavra e o amor de Deus, o trabalho seria diferenciado,  pois sabemos que a oferta é um dos grandes motivos que afastam pessoas das igrejas.
O ambiente propício para se falar de Jesus é  em toda parte e a qualquer momento;  porém nenhum encontro pode substituir o culto na igreja. Sendo assim, não concordo em estimular pessoas a preferir um encontro informal do que o culto.  Existem pessoas que não  vão  à  igreja, mas gostam das reuniões de célula, porque conversam mais informalmente, se unem a mais um grupo social, como num clube ou academia. Muitas vezes, a informalidade tira o foco espiritual. Esse é  um grande risco.
Se lanches são servidos, isso faz com que a célula seja ainda mais atrativa que a igreja. E isso é  uma cilada do diabo.
E ainda há um porém: esses lanches que são patrocinados pelos líderes de célula e pelo anfitrião, muitas vezes, se tornam muito onerosos. Isso pode constranger  quem se vê obrigado a fazer conforme o sistema impõem se a condição  financeira  não estiver tão  favorável para recepcionar. 
Imagine  dar conta do lanche semanalmente para um grupo de cerca de 12 a 15 pessoas?  A igreja (pastor) geralmente  não assume esse custo. Ainda que seja pedida oferta, a mesma  é  repassada integralmente à igreja e normalmente todo o gasto é do anfitrião e do líder da célula e de seu cônjuge.
Os Encontros com Deus são eventos que fazem parte deste sistema. São  caros. Membros da igreja são impelidos a patrocinar o ingresso de novas pessoas a  esses encontros. A igreja se disponibiliza em ajudar na cozinha e toda parte infraestrutural que envolve o evento. Mais uma vez, ações externas levam os membros a alterarem com sua rotina diária, seu trabalho e sua família para dedicarem-se aos interesses da administração da igreja, que, por sua vez, poupa gastos com infraestrutura, usando voluntários que por amor à Obra de Deus, se dispõe a isto.
 O que não  se leva em consideração é  que tudo o que será consumido será  pago, uma vez que os ingressos serão vendidos.
Quem paga para ir em um desses encontros muitas vezes se decepciona com a recepção.  Lugares sem luz, instalações desconfortáveis,  banhos frios,  restrição de comida, desorganização generalizada, abuso de autoridade, atividades que exigem desgaste físico e emocional, que mexem com o psicológico de qualquer um.
Existe uma fórmula seguida à risca, com atividades , músicas e repetições que levam pessoas (especialmente os jovens) a acreditarem  numa experiência que identificam como "tremenda".
Acho muita responsabilidade lidar com jovens. Não  sou a favor de afastá-los de seus lares por 3 dias e submetê-los muitas vezes a frio, comida racionada,  desgaste físico e vulnerabilidade emocional. E com que objetivo?  Simular um encontro com Deus? Mais uma vez reitero minha opinião de que a melhor casa para se buscar a Deus é a igreja. Ela deve estar com as suas portas abertas para receber com amor. Saindo dali, cada um responde por sua vida. Quem quer ter um encontro real com Deus, que O busque de todo o coração. Não  há  outro meio.
O sistema, o modelo ou a visão  (não  importa como se chame), na minha opinião é falho por todos esses motivos.
Realmente eu creio que muitas igrejas se tornaram empresas e alguns pastores anseiam se tornarem empresários ricos. 
Tudo envolve a troca. O povo também quer trocas. Quer bênçãos quando paga o dízimo. Quer ver a vida mudada quando encorajado a sacrificar dinheiro no altar.
E assim o mundo caminha para o fim.
Vem aí o que já  foi previsto no apocalipse. Poucos entendem o que o livro quer dizer.
Vem ai o anticristo. Talvez já  até  esteja entre nós. E as pessoas acreditam que serão  salvas porque estão numa igreja.
E são  vários  nomes de igrejas,que alguns defendem como times. São  apenas nomes; ou melhor CNPJs.
Igreja como a primitiva, a remanescente, é  formada por pessoas libertas de tabus e medos. Pessoas que pensam fora da "caixinha". Que não  precisam de guias e mestres. Pessoas que, como o apóstolo Paulo, saíram em campo para pregar sem precisar pedir permissão aos primeiros apóstolos. Pessoas libertas da lei,  das normas, cartilhas e modelos. Pessoas que entendem o que é  viver pela fé e na Graça.
Essa é  a igreja remacescente. Que Deus multiplique essa igreja nesses últimos tempos!




terça-feira, 15 de abril de 2014

O Deus que faz e o servo que só sabe pedir

Quem é o servo? Quem é o senhor?
Ouve-se falar de reuniões que atráem multidões. Pessoas sedentas de ajuda correm em direção a essas portas, que se abrem apresentando um Deus que resolve. Que faz.
O ambiente novo e contagiante motiva boa parte destas pessoas a prosseguir, descobrindo o passo a passo da benção, ou melhor, da vitória. Logo se aprende que a fé é sinônimo de resultados.
Na ânsia de ver mudanças, aprende-se a orar com ousadia, colocando Deus na parede. Isso mesmo, vamos ser bem objetivos: é isso o que tem acontecido.
Dentro de algum tempo, essas mesmas  pessoas estarão testemunhando mudanças e sendo convencidas a lutar pela vida financeira mais do que qualquer outra área de suas vidas. Logo estarão em busca de ostentação de bençãos, motivadas pela ideologia de provar a fé através do sacrifício financeiro.

O problema vai muito além  dessa capa de cristão bem sucedido que alguns vestem para se enquadrar. O problema não está em orar pela solução de problemas que afligem a vida financeira. O problema é acreditar que Deus tem esse objetivo: a sua vida física e material mais do que a sua salvação e o seu novo nascimento.
Nesta inversão de valores, as pessoas estão querendo o deus que faz; ou seja, um deus que lhes seja servo. E estão pouco se importando com o real testemunho de mudança de vida, no campo espiritual, em serem exemplos através de uma conduta irrepreensível e do conhecimento da palavra de Deus. A falta de embasamento bíblico as leva a cometer heresias, sem saber, ao  se deixarem manipular  facilmente por versículos fora do contexto.
As pessoas estão recebendo a mensagem  de forma tão deturpada, que acabam desviando-se dos reais propósitos de Deus. E talvez você se pergunte:  por que  Deus ainda continua operando nestes lugares? Lugares onde o servir a Deus se reduz a sacrificar-se financeiramente e onde  a fé se reduz a resultados materiais? Esta tem sido a minha pergunta também. E posso acreditar que nem sepre as maravilhas que vemos é obra de Deus. Muita coisa é maquiada, exagerada, fantasiada. Puro produto de marketing. Há obras do homem, do diabo e há também a manifestação da misericórdia de Deus diante da fé, pois Deus está acima de tudo isso e uma coisa é certa, a sua Palavra diz: "Clama-me e te responderei". (Jeremias 33-3)
Se Deus  faz, é porque Ele é realmente misericordioso. Triste ver pessoas usando a promessa de Deus para colocá-Lo na parede... Esmurrando o vento, gritando que Deus tem que fazer, porque não é mentiroso... Dizendo que se Ele não fizer é o nome dEle que será envergonhado. Mas, com qual objetivo se comete esta arrogância? O financeiro. Fazem uma grande campanha publicitária em cima da imagem do "zé ninguém" que agora é  chamado de doutor... Depois que passou a participar  dessa ou daquela reunião ou campanha. Grande coisa...Seja o doutor ou o zé ninguém, todos nós teremos que comparecer diante do mesmo tribunal para sermos  justificados pela fé ou condenados por não vivê-la.
Jesus não se sacrificou para que através de nossa vida financeira as pessoas O vissem em nós, como eu já ouvi discurso semelhante. Já me disseram que as pessoas não se convertem ao ver uma pessoa curada ou uma família unida, mas sim quando vêem você morando bem e dentro de um carrão. Aí sim, elas vão querer saber quem é o meu Deus... Que triste! O  Sacrifício  de Jesus foi pleno e sublime. Muito além do material. Não foi por objetivos tão menores, tão mesquinhos...

Hoje, quero que as pessoas vejam Jesus em mim e quero ser humilde o suficiente para ver Jesus na vida delas. Não sou maior nem melhor que ninguém. Quero ser templo, igreja, e que minha vida seja uma extensão do culto. Quero que as pessoas recebam a paz de Cristo que está em mim. E quero aprender com aqueles que querem crescer na graça de Deus, dia após dia.
As pessoas absorvem costumes, regras, leis dos homens, ideologias, filosofias, porque se rendem a um ambiente de "fé" e acreditam que a palavra que recebem, a instrução que recebem é para o seu crescimento e bem espiritual. Daí vão apenas seguindo seus pastores, como ovelhas cegas e surdas. Trocam Jesus, o verdadeiro Mestre, por homens e suas doutrinas falhas, sem analisá-las e provar estes homens, e se seus espíritos são mesmo de Deus. Pelos frutos os conhecereis.
O que corrompe são as doutrinas.
Muitos dos pregadores também são ingênuos e seguem à risca o que aprenderam. Apesar da posição de mestres, estão por obediência se submetendo a regras institucionais, sem terem coragem de pensar, examinar, criticar, avaliar e provar aquilo que pregam à luz das Escrituras.
As inúmeras   interpretações das mensagens bíblicas dão asas aos homens e suas vaidades para criarem religiões, seitas, abrir suas igrejas e atrairem aqueles que estão sedentos de Deus e outros milhares que estão sedentos de resultados e mudanças.
O mundo é competitivo e essa praga de competição  já entrou nas igrejas. Existe uma vingança gospel explícita nos louvores, cujo contexto é mais ou menos esse: " você não deu nada por mim, agora vai ter que me engolir, eu sou de Deus!" E as pessoas repetem esses exemplos, sem saber que estão atraindo a ira e o desprezo dos outros, vacinando-as contra Cristo.
Nós não somos diferentes de ninguém porque somos cristãos. A diferença entre o que serve e o que não serve a Deus está em servir. Somos servos. Somos submissos à sua vontade, ao seu domínio, dependentes de sua misericórdia. Somos falhos, temos nossos erros, nossas necessidades, nossas urgências, assim como todos. Não somos melhores. Deus não tem que nos ouvir primeiro porque sacrificamos, porque demos o nosso tudo. Ele é o dono de tudo e o que Ele tem para nos dar é eterno e espiritual. Isso tudo aqui passa. Somos pó.
Não é de se surpreender que tantas pessoas se afastem de Deus hoje em dia. Pessoas que já estiveram nas igrejas. A maior igreja hoje em dia é a dos afastados: pessoas que aprenderam a querer um deus que faz e não criaram alicerces para crescerem na fé. Pessoas que não buscaram de fato um encontro com Deus para nascerem de novo. Elas vão às igrejas em busca da mudança, atraídas pela publicidade que se faz a respeito  desse deus nas mídias evangélicas. Vão, mas não encontram exatamente o que lhes foi prometido, com a facilidade que parecia acontecer. Logo assimilam que os milagres estão proporcionalmente ligados à quantidade de ofertas e à capacidade de desafiar a deus...
Mas, a consciência fica confusa quando não há resultado imediato, pois se conclui que o melhor não foi ofertado e por isso não houve mudança. Daí, vem a frustração e o desgaste.
Sempre tem mais uma campanha, mais um  envelope, mais um voto a ser feito. E assim, quando as coisas  não acontecem como se quer, as pessoas vão virando as costas para Deus e talvez, nunca mais voltem.
Para salvar a fé destas pessoas decepcionadas é preciso alimentá-las com a Palavra e o Amor. A maior mudança acontecerá dentro delas, suavemente, à medida que abrirem seu coração para Jesus entrar. E a  maior maravilha será perfurmar o ambiente com o amor e a paz de Cristo.
Se você está desconfiado, não acredita mais em nada nem ninguém, eu lhe digo que não é pecado avaliar, examinar, e colocar estas mensagens que você tem recebido à prova! Afinal estamos no fim, quando os lobos em pele de cordeiro estarão à solta. Você deve pensar  e colocar à prova os espíritos, se são mesmo de Deus ou não. E isto para não ser enganado, passando a seguir heresias e entristecer o Espírito Santo com uma fé material e uma ousadia arrogante.
A Palavra de Deus precisa estar guiando seu caminho à toda justiça. Ninguém pode roubar sua intimidade com Deus. Você pode se chegar a Ele e falar com Ele independente do local físico. O que importa é a atmosfera espiritual que você criará ao invocar o nome de Jesus. Diga o que sente, derrame seu interior com palavras simples ou mesmo com seu silêncio e lágrimas. Peça que Ele preencha todos os espaços vazios e que lhe ensine e guie.
As suas necessidades, Ele as conhece todas. Nem precisa dizer. Ele sabe quais são. Ele fará, confie, uma Obra perfeita  e completa em sua vida! Mas, isso não se resume em vida financeira, em aparência. Ele quer que você tenha a paz que excede todo o entendimento e pulverize esta paz em sementes de amor por onde você for. Ele quer fazer brilhar a luz que dissipa as trevas, como no início da criação, antes mesmo que houvessem os luminares. Ele, o Senhor Jesus,  é essa luz. Seu amor é o cumprimento da lei e pela graça somos salvos. Não porque merecemos, não porque pegamos aquele envelope, porque sacrificamos nossas famílias, nossos filhos, nossa contas, nosso carro, nosso apartamento e tudo o mais. O que temos já é dEle, graças a Ele. Mas não significa nada para Ele. Que evangelho é esse que leva as pessoas barganharem com Deus? Que evangelho é esse que inverte as posições? Que coloca Deus como servo de pessoas que só sabem pedir, ou melhor, exigir e ignoram a verdadeira mensagem de humildade, vida eterna, paz e amor que transborda incessante através da Bíblia? Mergulhe fundo nesse rio de sabedoria que emana de Deus. Ele vai te ensinar a ser  à semelhança de Cristo.
Pense: é assim que você tem sido?  Apenas siga o exemplo de Cristo. O exemplo do Rei cuja entrada triunfal foi na jumenta da paz e não no cavalo de guerra.

A paz.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Salve a minha fé!

Vivemos num tempo de caos espiritual. As pessoas naturalmente estão se distanciando de Deus, à medida que se aproximam dos atrativos deste mundo, dos compromissos que lhe roubam o tempo, das diversões, do trabalho, dos conflitos no campo das paixões, da família e especialmente quando o assunto é dinheiro.
Na contramão, vai um exército de pessoas que procura apoio na fé, nas religiões e doutrinas, a fim de encontrarem o equilíbrio na balança da vida. A maioria destas pessoas já se decepcionou com as inúmeras tentativas frustradas de encontrarem amor, felicidade, sucesso financeiro e paz. Já cansaram, mas não desistem de encontrar um caminho, um rumo, uma saída. 
Entre elas, estava eu, há pouco tempo, certa de que estava no bom caminho, quando descobri que precisava de ajuda para salvar a minha fé.
Sim, eu sempre soube que sem fé eu jamais conseguiria viver. Os problemas desta vida eram pesados. Eu não sofria só por mim. Sofria em ver os outros sofrendo. Ainda nova, descobri que existia um Salvador, um lugar de paz e segurança para viver eternamente, um amor pleno e um poder imbatível. Descobri que aquele Deus da Bíblia existia e me amava. Descobri que a fé é poder que torna a vida sublime com bençãos maravilhosas e paz transbordante.

A maturidade me fez ver que nem todos que conhecem o mesmo Deus e professam a mesma fé tem zelo por este tesouro. Nem todos o valorizam.
 Na verdade, passou a ser comum para mim ver pessoas carregando nos lábios  o nome de Jesus e expressando uma fé que não praticavam.  Vi com isso, o nome santo de Jesus sendo motivo de descrédito  por culpa da vida impura de falsos cristãos. 
Vi também denominações inteiras sendo afetadas pelo erro de seus líderes e contaminadas pelas vaidades e competições internas. 
Vi que a ostentação  inflamou as pessoas que faziam das igrejas os seus clubes.
De repente eu estava lá, junto delas, sendo cobrada  interiormente a não olhar para o homem e sim pra Jesus. Com receio de me afastar, era exatamente o que fiz por vários anos: ignorei os erros dos outros e olhei fixamente para o meu alvo. 
Mas, estava num território contaminado pelo falso entendimento dos princípios da fé, onde só havia abuso de poder e manipulação da Palavra, onde o pretexto de se fazer de louco para ganhar os loucos, acabou fazendo a igreja se tornar pagã e herege, com práticas de barganha, um verdeiro mercado, onde em troca de resultados da fé, sacrifica-se dinheiro, o tudo, e recebe-se elementos ungidos em troca de promessas de transformação e vitória. 
Frequente também, é participar desta barganha somente para não ser mal visto entre os demais e provar o alto grau de fé: uma competição, um leilão de bençãos. Buscar o Deus que faz é o mesmo que dizer que Ele é servo e  não Senhor. Muito triste pensar assim. Pois o que interessa para muitos é exigir de Deus que Ele manifeste seu poder, como se Ele fizesse isso por obrigação para atender nossa exigência presunçosa, e não porque seu amor e  misericórdia o compelem a fazê-lo ou por que sua promessa e vontade superam em muito nossos planos.

Diante disso, quando os olhos se abrem, como fica a fé ? 
Como fica a fé quando se descobre que estamos do lado errado nesta guerra; ou seja, vestimos a farda do inimigo, sem perceber? Pois deixa-se de praticar o amor e a santificação para exibir   conquistas financeiras e a imagem de uma pessoa bem-sucedida, através de mecanismos gananciosos da fé, que convencem os fiéis de que é possível colocar Deus na parede, em desafios financeiros e ganaciosos.
Enquanto as pessoas caem neste esquema tão falível e notoriamente farsante, homens sem temor vão estabelecendo patrimônios fartos.
Uma vida verdadeiramente  santificada repudia esse tipo de barganha, essa vaidade e competição. Mas é preciso ter coragem de encarar os fatos. E sem receios de perder o sentido da vida e o verdadeiro caminho da fé, é preciso reconstruir dentro de si os alicerces espirituais através da compreensão da Palavra, que nos ensina a  viver como Cristo. Só assim, é possível levantar a igreja em ruínas que está dentro de si. Dentro de cada um de nós. Nós somos a igreja!
É preciso salvar a própria fé. Eu precisei pedir socorro.
Deus abriu meus olhos e eu vi. Não pensei duas vezes, não tentei justificar. Reconheci que trilhei um atalho que me levava à perdição, enquanto eu tinha a bússola nas mãos: a Palavra de Deus e o seu Espírito. 
Errei, porque não estive alerta. Talvez, me senti satisfeita em apenas ter uma denominação e ter aceito Jesus um dia. Mas, devemos saber que a vigilância precisa ser constante, pois a verdadeira igreja somos nós, onde estivermos. 
A congregação é útil para crescimento, aprendizado e compartilhamento de experiências e amor na vida cristã; mas... quando as portas físicas se fecharem, uma porta espiritual estará sempre aberta em seu coração, dentro de nós, em nossa mente, em nosso espírito. 
O encontro com Deus é íntimo. Uma vez tendo se realizado, saberemos quem Ele é e como chegar a Ele. Nossa oração, nossas necessidades, nossas lágrimas, nossas urgências? Ele saberá. Respeitaremos sua vontade e seu sábio tempo. 
Nos submeteremos por amor ao seu querer. 
Clamaremos e seremos ouvidos.
 Praticaremos seus mandamentos, exercitaremos um comportamento digno, atenderemos ao seu chamado em socorro dos aflitos e dos que estão sem esperança. 
Esse amor infinito e transbordante por Deus e pelo próximo não cabe em 4 paredes, não se limita ao espaço físico de um templo. O templo somos nós, individualmente.
 Um dia não haverá portas nem poderemos congregar com outros irmãos. Não haverá um pastor. Haverá tempos de grande tribulação até que venha o fim. Por isso, precisamos desde já assumir nossa autonomia na fé e seguir em direção a Jesus, nesse caminho solitário. Buscando irmãos, ajudando, mas...conscientes que ultrapassaremos sozinhos a porta da salvação, segundo nossa fé. Vamos lá, juntos!  Vamos! Seguindo em frente, superando as decepções. Alertas sempre! Pois os lobos vorazes estão por todo o caminho, seduzindo, enganando, desviando nossa atenção.
E este engano está sutilmente oculto dentro das igrejas, em rituais aparentemente santos, mas que são anti-bíblicos. Deus não quer imagens, não quer que nos apeguemos a objetos ungidos, não quer água, sal, rosa, arca, cruz ou coluna, nem mezuzah, nem nada que seja simples símbolo, por mais inofensivo e carismático que pareça. Todas essas coisas ousam limitar a grandeza e soberania de Deus, pois nunca um objeto criado por homens, ou algo criado por Deus, jamais conseguirá reter em si o poder que vem do Altíssimo. Ele não quer nada em nossas casas que o represente. Nem que venhamos usar essas coisas como convite para outros. Sua Palavra e seu amor bastam. Não podemos disseminar essa prática contrária à Palavra. Deus quer que venhamos conhecê-lo como Ele é, sem recursos menores ou argumentos que convençam, mas não convertam.
 Temos que seguir a Palavra com fé e praticarmos o que Ele nos ensina. Sendo exemplo em nossas atitudes para formar novos crentes. 
Talvez, você, como eu, já ouviu que só irá ganhar pessoas pra Jesus através de seu testemunho financeiro. Isso é uma mentira. Você ganha através da sua boa conduta, digna do Evangelho que você prega e através da paz que excede todo entendimento e que estará em sua vida, no seu proceder, em sua casa, sendo transmitida aos seus amigos e familiares, aos seus companheiros de trabalho ou de escola, aos vizinhos, e a todos que cruzarem seu caminho e tiverem a oportunidade de observar seu proceder, ver a luz que é Jesus em sua vida, em seu olhos, no seu tom de voz e na sua fé.
Vim de uma igreja que tinha tudo para ser de Deus, pois existe dentro dela um povo fiel, intrépido, ousado na fé, cheio de garra e submisso. Um povo sedento de Deus e determinado. Um povo avivado, ativo, desperto! Mas, infelizmente, um povo que acredita cegamente em seus líderes e não prova os espíritos para saber se estão sendo enganados. Um povo que aprende a Bíblia pelos versículos que inspiram as campanhas e não pelo contexto da mensagem na íntegra. Um povo que aprende a sacrificar e é capaz de sacrificar cada vez mais, mas...sempre em troca de algo, como se fosse preciso...Sinto falta daquela intrepidez e intimidade com que se fala com Deus e se busca a sua presença. Mas, uma coisa hoje eu sei: as coisas boas devem ser retidas e as más, delas, devemos nos afastar. Retive o que é bom e posso praticar este bem em todo lugar, pois sou livre. Não tenho o rótulo de uma igreja, não pertenço a uma denominação. Sou de Cristo! Eu sou a igreja de Cristo!

Dica importante pra vida!

CRISTÃO SEM IGREJA: SENTINDO-SE PERDIDO E DEPRIMIDO

Olá, irmãos! Sei que o título pode sugerir que esse sentimento de estar perdido e deprimido seria uma consequência de estar afastado de uma ...